- Little Schemer é um bom livro?
- É sim.
- Para que?
- Para aprender programação funcional.
- Como ele ensina programação funcional?
- O leitor vê uma pergunta, pensa um pouco, compara com a resposta do livro e depois faz a mesma coisa para a próxima pergunta.
- Depois de terminar o livro, dá para sair programando em Lisp ou Scheme?
- Não, não dá.
- Ok, o livro não foca na prática. Mas, ele é ser forte na teoria?
- Não muito. Conceitos como continuations e closures são trabalhados informalmente. Cálculo lambda não chega nem a ser mencionado.
- Hmm. Então porquê ele é um bom livro?
- Para aprender programação funcional.
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Monday, July 10, 2006
add1
Faltou um.
Wednesday, May 10, 2006
Language advocacy
- Lisp: author makes a successful effort to show Lisp's virtues to the non-initiated. This tends to be a not so easy task, since the sources of Lisp's superiority are the very same things that make it look so alien to programmers versant in ALGOL descendant languages.
- Scheme: Great language, naive writing. Scheme deserves better.
- Smalltalk: This article highlights very well a lot of the points that struck me personally when I first came into contact with Smalltalk.
- More smalltalk: "Smalltalk: Requiem or Resurgence?" I'm not very optimistic... But, who knows?
- More lisp: When you get bored with reading about computer programming languages, you can relax, sit back, and enjoy this video about computer programming languages.
Thursday, December 08, 2005
Semáfaros e smalltalk.
Eu sou um pedestre convicto, pelo menos até eu mudar de idéia. Atravesso o campus da USP todo dia sobre as minhas duas pernas, cruzando as largas avenidas e as famosas rotatórias. Atravesso olhando para os dois lados, pois aparentemente esse layout viário é como um convite para os motoristas descarregarem suas frustrações no acelerador acertando, se tiverem sorte, um estudante ou dois no caminho.
Depois de muita enrolação, a prefeitura do campus resolveu o assunto instalando uma meia dúzia de semáfaros para o rebanho de alunos atravessar sem ser abatido. Eu deveria estar contentíssimo com o incremento na minha probabilidade de sobreviver à USP. Mas não. Eu odiei esses semáfaros. E não é porque eu tenho algum desejo inconsciente de comprar um carro veloz e sair atropelando polianos por aí.
Eu não gostei dos semáfaros porquê eles são, bem, feios. Não porquê poluem a paisagem ou outra viadagem desse tipo. São feios porque estragam um sistema que era belo. A beleza do trânsito organizado puramente pela combinação desses dois elementos, avenidas e rotatórias, é corrompida pelos sinais como se alguém escarrasse num Mondrian.
Voltando à vaca fria, admito que ainda não consegui uma resposta satisfatória sobre "o que é ciência da computação", mas tenho a impressão que a resposta envolve esse tipo de beleza. A criação de estruturas é uma constante na prática matemática moderna, mas o apreço ao minimalismo e à composibilidade me parecem marcas características da Ciência da Computação.
Um ótimo exemplo é a linguagem Lisp, onde todas as computações são funções e todo dado é uma lista. Outro exemplo é Smalltalk, onde tudo são objetos que se comunicam pela troca de mensagens. E como ficam as linguagens usadas por seres humanos normais? Retomando a analogia, Java parece um monte de semáfaros enfiados no pobre Smalltalk. E, embora eu nunca tenha programado em C++, ele me lembra um pouco o metrô de tokyo...
Depois de muita enrolação, a prefeitura do campus resolveu o assunto instalando uma meia dúzia de semáfaros para o rebanho de alunos atravessar sem ser abatido. Eu deveria estar contentíssimo com o incremento na minha probabilidade de sobreviver à USP. Mas não. Eu odiei esses semáfaros. E não é porque eu tenho algum desejo inconsciente de comprar um carro veloz e sair atropelando polianos por aí.
Eu não gostei dos semáfaros porquê eles são, bem, feios. Não porquê poluem a paisagem ou outra viadagem desse tipo. São feios porque estragam um sistema que era belo. A beleza do trânsito organizado puramente pela combinação desses dois elementos, avenidas e rotatórias, é corrompida pelos sinais como se alguém escarrasse num Mondrian.
Voltando à vaca fria, admito que ainda não consegui uma resposta satisfatória sobre "o que é ciência da computação", mas tenho a impressão que a resposta envolve esse tipo de beleza. A criação de estruturas é uma constante na prática matemática moderna, mas o apreço ao minimalismo e à composibilidade me parecem marcas características da Ciência da Computação.
Um ótimo exemplo é a linguagem Lisp, onde todas as computações são funções e todo dado é uma lista. Outro exemplo é Smalltalk, onde tudo são objetos que se comunicam pela troca de mensagens. E como ficam as linguagens usadas por seres humanos normais? Retomando a analogia, Java parece um monte de semáfaros enfiados no pobre Smalltalk. E, embora eu nunca tenha programado em C++, ele me lembra um pouco o metrô de tokyo...
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